A Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindan acaba de lançar um novo estudo sobre o comportamento dos tutores brasileiros, trazendo,  além das informações da jornada de compra, dados sobre a relação com medicamentos veterinários e planos de saúde para pets. Entre os resultados, a pesquisa mostra a alta frequência de compra de medicamentos e suplementos: 73% dos entrevistados que adquiriram esses produtos nos últimos 12 meses realizaram a compra mais recente no último mês. A decisão também é predominantemente individual, com 55% afirmando serem os únicos responsáveis pela escolha.

O levantamento mostra ainda que o custo permanece como uma questão relevante na saúde dos animais de companhia. Os tutores reconhecem uma relação entre preço e eficácia dos medicamentos, mas relatam dificuldades principalmente nos tratamentos recorrentes e em determinadas classes de produtos. A falta de parâmetros para comparar preços com os medicamentos de uso humano e a percepção de poucas alternativas mais acessíveis também contribuem para a sensação de alto custo.

Os planos de saúde pet, por sua vez, já são conhecidos pela maioria dos tutores, mas ainda apresentam baixa penetração: apenas 18% dos entrevistados possuem um plano. Entre as principais razões para a contratação estão cobertura para emergências (54%), redução dos gastos com cuidados veterinários (49%), consultas de rotina e prevenção (48%), acesso a exames e procedimentos (46%) e maior tranquilidade e segurança (44%). Entre aqueles que consideraram contratar um plano, custo elevado e rede credenciada limitada aparecem como importantes barreiras.

O estudo integra as iniciativas da Comac para ampliar o conhecimento sobre o mercado de animais de companhia e apoiar as empresas do setor na compreensão das mudanças no comportamento dos tutores. Os resultados completos da pesquisa estão disponíveis exclusivamente para as empresas associadas ao Sindan que integram a Comac.