O Sindan apresentou ao Ministério da Agricultura uma manifestação técnica em defesa da manutenção dos usos autorizados de antimicrobianos de uso exclusivo animal, reforçando seu compromisso com a saúde animal, os produtores rurais e a segurança dos alimentos.

 

No documento, a entidade afirma que os produtos em discussão são seguros, eficazes e passaram por rigorosos processos de avaliação e aprovação regulatória. Além de serem autorizados para uso no mercado brasileiro, essas tecnologias também são aprovadas em diversos mercados importadores de carne do Brasil, contribuindo para a saúde e o bem-estar dos animais, a sustentabilidade da produção e a oferta de alimentos seguros e acessíveis.

 

“Reconhecemos a importância estratégica das exportações brasileiras e defendemos que o atendimento às exigências da União Europeia seja construído com base em critérios técnicos e científicos, sem a necessidade de restrições generalizadas que possam comprometer a competitividade do setor e a disponibilidade de importantes ferramentas sanitárias”, afirma Emilio Salani, vice-presidente Executivo do Sindan.

 

Nesse sentido, a entidade apoia a adoção de protocolos de segregação das cadeias destinadas ao mercado europeu, associados a mecanismos de rastreabilidade e controle — solução já utilizada com sucesso em outros programas conduzidos pelo Ministério da Agricultura, como ocorre com substâncias específicas exigidas por determinados mercados importadores.

 

Em paralelo, a entidade também vem trabalhando em um manual de orientação de uso para os produtores. Em parceria com associações parceiras e empresas exportadoras, o Sindan contribuiu com orientações técnicas sobre quais produtos são permitidos e os agora proibidos nas propriedades certificadas para exportação à União Europeia.